Valor do empréstimo pode chegar aos 106 milhões de euros. Objetivo é ajudar o país a suportar os custos de reconstrução dos danos causados pela passagem do ciclone Idai
Valor do empréstimo pode chegar aos 106 milhões de euros. Objetivo é ajudar o país a suportar os custos de reconstrução dos danos causados pela passagem do ciclone Idai O Chefe de Missão para Moçambique do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ricardo Velloso, anunciou esta semana que o organismo a que pertence está a estudar a concessão de um empréstimo de emergência ao governo moçambicano para ajudar na reconstrução do país, fortemente atingido pelo ciclone Idai. Os valores [a emprestar] seriam algo entre 60 milhões de dólares [53,1 milhões de euros] e 120 milhões de dólares [106 milhões de euros], mas dada a magnitude do que aconteceu, a minha expectativa é que seja o valor mais alto, de 120 milhões de dólares, afirmou o responsável, durante uma conferência de imprensa em Maputo. O FMI tem uma equipa em Moçambique a fazer uma avaliação preliminar dos efeitos do desastre natural, e, para já, pretende prestar ajuda ao país através do Instrumento de Crédito Rápido, um mecanismo instituído pela organização para atender a situações de emergência nos seus países membros. Embora ainda seja cedo para serem avaliados os efeitos macroeconómicos do ciclone Idai, os custos de reconstrução serão muito significativos, a comunidade internacional terá de continuar a desempenhar um papel vital na prestação de assistência a Moçambique, sublinhou Velloso, citado pela agência Lusa. O FMI suspendeu a assistência financeira a Moçambique em 2015, na sequência da descoberta das dívidas ocultas. Neste contexto, o responsável esclareceu que a ajuda de emergência devido ao ciclone Idai não significa a retomada do programa de assistência financeira, pois este mecanismo só será estudado com o novo governo que vai sair das eleições gerais de 15 de outubro.