O governo do Burundi declarou o estado de fome em cinco províncias e criou um fundo, conhecido como Solidariedade Nacional de Segurança alimentar para aliviar a fome.
O governo do Burundi declarou o estado de fome em cinco províncias e criou um fundo, conhecido como Solidariedade Nacional de Segurança alimentar para aliviar a fome. Por decreto presidencial de 17 de Fevereiro, o presidente Pierre Nkurunziza declarou o estado de fome em cinco províncias. Foi estabelecido também a contribuição que os cidadãos têm que fazer para o fundo durante quatro meses, contando desde Março. ” a contribuição deve ser paga por todas as pessoas com ingressos no Burundi ou fora, desde que não viam nas áreas afectadas”, pode ler-se no decreto.
Segundo o decreto, altos funcionários públicos, incluindo os membros do parlamento e a equipa presidencial, vão contribuir com oito por cento dos seus salários mensais. Todos os que ganhem mais de 100. 000 francos burundianos (aproximadamente 95 euros) vão contribuir com dois por cento dos seus rendimentos. Os que ganham menos vão contribuir com 100 francos burundianos (um cêntimo do euro) durante os quatro meses.
as famílias que vivem em zonas não afectadas pela fome vão fazer uma única contribuição de 100 francos para o fundo. as empresas vão contribuir entre 100 e 500 euros, dependendo da sua grandeza.
ao mesmo tempo, o presidente estabeleceu uma comissão de oito membros para a supervisão do fundo de segurança alimentar. é um enorme esforço nacional para um país que está agora a sair de uma década de guerra civil.
Segundo o ministro do planeamento e desenvolvimento o Burundi necessita de pelo menos 150 milhões de euros para enfrentar a emergência alimentar, incluindo a ajuda às áreas afectadas pela seca.
a seca já atingiu várias províncias. Milhares de pessoas fugiram para o Ruanda e a Tanzânia. a agência das nações Unidas para os refugiados notou um decréscimo nas repatriações para o Burundi devido ao problema da seca.

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