Médica que dinamizou conferência no Santuário de Fátima no dia dedicado aos que se encontram doentes, destacou que a capacidade para «receber e dar de graça» é um «indicador de saúde»
Médica que dinamizou conferência no Santuário de Fátima no dia dedicado aos que se encontram doentes, destacou que a capacidade para «receber e dar de graça» é um «indicador de saúde» a alegria do dom de receber e dar de graça deve ser considerado um indicador de saúde, uma vez que recebemos de Deus e damos aos outros, disse Patrícia Bernardino, uma médica que se dirigiu à Basílica da Santíssima Trindade, para ministrar uma catequese no âmbito do Dia Mundial do Doente, celebrado segunda-feira, 11 de fevereiro.
Perante aqueles que a escutavam, a profissional destacou a importância da reciprocidade na experiência do serviço. Mais do que fazer pelos doentes é sermos com os doentes. a reciprocidade é isto: dom recebido e dado, frisou a médica, citada pelos serviços de comunicação do Santuário de Fátima.
Patrícia Bernardino aludiu aos pastorinhos de Fátima, para mostrar que estes aceitaram oferecer-se e encontraram o amor de Deus. Não foi por serem pequeninos ou por terem adoecido que receberam essa graça: apenas responderam com amor ao amor de Deus. É assim que o Senhor vem ter connosco, frisou a especialista.
À semelhança daquelas crianças, também cada cristão pode responder com esse amor, demonstrou a profissional, alertando para a importância de não tratar aqueles que se encontram doentes coisas ou objetos. a médica sublinhou antes que a fragilidade dos outros pede ternura e provoca o desejo de cuidar e de amar, o que pode ser um “medicamento” que nos cura do individualismo e da indiferença. a catequese contou também com a intervenção de José Nuno Silva, capelão e diretor do Departamento de Pastoral da Mensagem de Fátima. Coube ao sacerdote presidir à Eucaristia, que contemplou com a santa unção aos doentes.