a presidente da Libéria, Ellen Johson-Sirleaf, inaugurou a Comissão da Verdade e Reconciliação para investigar os abusos dos direitos humanos durante os 24 anos de tensão e guerra civil.
a presidente da Libéria, Ellen Johson-Sirleaf, inaugurou a Comissão da Verdade e Reconciliação para investigar os abusos dos direitos humanos durante os 24 anos de tensão e guerra civil.
Os sete membros da comissão não têm o poder de julgar os casos, mas vão investigar os crimes cometidos entre 1979 e 2003, quando terminou a guerra civil. a presidente disse que a Libéria tem que enfrentar o seu passado.
Durante a campanha eleitoral no ano passado, ela afirmou que não defender a instauração de um tribunal de guerra. “Na minha vida acabei por acreditar que quando a verdade é dita, a humanidade é redimida das garras cobardes da violência”, disse, enquanto era aplaudida, quando lançou a Comissão da Verdade e Reconciliação (CVR).
Jerome Verdier, advogado de direitos humanos e presidente da CVR, disse que a comissão dará “voz aos mortos… numa sociedade polarizada por longos anos de guerra”.
O antigo presidente da Libéria, Charles Taylor, que se encontra exilado na Nigéria. Há uma grande pressão para que seja extraditado para a Serra Leão para ser julgado por alegados crimes de guerra nesse país.
No mês passado, Sirleaf afirmou que trazer o ex-presidente à justiça não é uma prioridade para o seu país, a prioridade é a reconstrução. Por seu lado o presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, disse que Taylor só será entregue a um governo elegido na Nigéria. Outros senhores da guerra participaram nas eleições do ano passado, mas em geral tiveram muito poucos votos.

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