Grupo de especialistas das Nações Unidas considera a desigualdade um dos maiores desafios da nossa era e um obstáculo não só para o desenvolvimento, mas também uma ameaça para a paz
Grupo de especialistas das Nações Unidas considera a desigualdade um dos maiores desafios da nossa era e um obstáculo não só para o desenvolvimento, mas também uma ameaça para a paz Hoje vivemos num mundo mais rico, mas também mais desigual que nunca. Estão a negar-se os direitos sociais e económicos a demasiadas pessoas em todo o mundo, incluindo os 800 milhões que ainda vivem na pobreza extrema, afirma um grupo de especialistas da ONU em direitos humanos, num manifesto que pede a urgente intensificação de esforços para combater a desigualdade e a discriminação. a desigualdade nos rendimentos está a aumentar, já que 10 por cento da população mais rica ganha até 40 por cento do rendimento total. Vários relatórios dão conta que 82 por cento de toda a riqueza gerada em 2017 foi para um por cento da população mais privilegiada economicamente, enquanto que 50 por cento dos estratos sociais mais baixos não sentiram nenhum aumento em absoluto. a desigualdade e a discriminação são alguns dos desafios que definem o mundo atual. Não só representam um obstáculo para a realização do direito ao desenvolvimento, como também se encontram entre as principais ameaças para a paz, segurança e direitos humanos em todo o mundo.como tal, encontram-se entre os mais fortes impulsionadores para a migração, adiantam os especialistas. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, a desigualdade de rendimentos nos Estados-membros encontra-se no nível mais alto dos últimos 50 anos. O rendimento médio de 10 por cento da população mais rica é 9,5 vezes mais alto do que 10 por cento da população mais pobre, e a desigualdade de riqueza é ainda mais pronunciada, com 10 por cento da classe mais alta a possuir metade da riqueza total, enquanto que 40 por cento da classe mais baixa tem apenas três por cento. Perante este cenário, os especialistas da ONU apelam a um desenvolvimento mais equitativo a nível internacional, com a distribuição justa dos benefícios do desenvolvimento e a igualdade de oportunidades para todos, nomeadamente no acesso à educação, serviços de saúde, alimentação e habitação, tal como é preconizado na Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento.

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