Dois em cada três menores da República Centro-africana estão a precisar de assistência humanitária e um em cada quatro é deslocado ou refugiado. O número de ataques a trabalhadores humanitários também aumentou

Dois em cada três menores da República Centro-africana estão a precisar de assistência humanitária e um em cada quatro é deslocado ou refugiado. O número de ataques a trabalhadores humanitários também aumentou
Milhares de crianças foram sequestradas por grupos armados ou vítimas de violência sexual e cerca de 1,5 milhões estão a precisar de ajuda humanitária urgente na República Centro-africana (RCa), segundo um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Esta crise está a ocorrer num dos países mais pobres e menos desenvolvidos do mundo, e um dos mais perigosos para os trabalhadores humanitários. a situação das crianças é desesperante, afirmou a representante do UNICEF na RCa, Christine Muhigana. Desde que começou, em 2013, o conflito já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária, das quais 1,5 milhões são crianças – mais 300 mil em 2017, comparativamente com o ano anterior. O número de ataques a trabalhadores humanitários mais do que quadruplicou (de 67 incidentes em 2017 para 294 nos primeiros oito meses e meio de 2018) e de acordo como a ONU várias regiões da África Central já se encontram na fase quatro (numa escala de cinco), considerada como fase de emergência.

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