Menores que vivem nas áreas urbanas são mais propensos a morrer antes dos cinco anos e têm menos oportunidades para concluir o ensino básico do que os que habitam em zonas rurais
Menores que vivem nas áreas urbanas são mais propensos a morrer antes dos cinco anos e têm menos oportunidades para concluir o ensino básico do que os que habitam em zonas rurais Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela que, afinal, nem todas as crianças nas cidades são beneficiadas pela chamada vantagem urbana, e que nem sempre um rendimento mais alto, melhores infraestruturas e a proximidade dos serviços são sinónimo de uma vida melhor para os residentes. Segundo o documento, as crianças mais pobres de áreas urbanas têm maior probabilidade de morrer antes do quinto aniversário e os menores de um em cada seis países que vivem nas cidades mais desfavorecidas têm menos chances de concluir o ensino primário do que os vivem no campo. Em muitos países, os pais de zonas rurais têm a tentação de migrar para as cidades em busca de melhor acesso a empregos, cuidados de saúde e oportunidades de educação para os seus filhos, mas Laurence Chandy, diretor de Dados, Pesquisa e Política do UNICEF, alerta que nem todas as crianças urbanas estão a beneficiar de forma igual, e foram encontradas provas de milhões de crianças em áreas urbanas em pior situação do que as que residem em áreas rurais. Em média, na maioria dos países, as crianças urbanas têm melhor possibilidades do que as crianças rurais. Mas esses resultados escondem grandes desigualdades no meio urbano e quando comparadas as famílias urbanas e rurais com níveis similares de riqueza, a vantagem urbana torna-se menos notória. De acordo com os dados recolhidos pelos especialistas da agência da ONU, pelo menos 4,3 milhões de crianças de áreas urbanas pobres são mais propensas a morrer antes dos cinco anos do que as que vivem em áreas rurais. E cerca de 13,4 milhões de crianças carenciadas em cidades têm menos chance de concluir o ensino primário do que as que vivem em áreas rurais. Para o UNICEF, transformar o paradoxo urbano vivido por milhões de crianças e jovens em vantagem é um grande desafio para as cidades e vilas em todo o mundo, pois sem uma ação concreta, o preço pode ser alto, já que 90 por cento das crianças e adolescentes vivem na África e na Ásia, continentes que se urbanizam rapidamente.

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