Refugiados têm um ano para comprovar a titularidade das suas casas e terrenos. Se não o fizerem, os imóveis passam a ser propriedade do Estado. Equipas humanitárias preocupadas com mais de 40 mil civis que estão isolados junto à fronteira com a Jordânia
Refugiados têm um ano para comprovar a titularidade das suas casas e terrenos. Se não o fizerem, os imóveis passam a ser propriedade do Estado. Equipas humanitárias preocupadas com mais de 40 mil civis que estão isolados junto à fronteira com a Jordânia O conselheiro especial do enviado especial da ONU para a Síria, Jan Egeland, está preocupado com o futuro de milhares de sírios que estão isolados ou que enfrentam escolhas difíceis sobre como e se têm condições para voltar a casa. Os últimos dois meses em Idlib foram os mais calmos dos últimos cinco anos, sem ataques aéreos, mas apesar disso, milhares de rebeldes, incluindo combatentes considerados terroristas pela ONU, permanecem na cidade. Para Egeland, uma das preocupações é que estes grupos ainda não assumiram que vão depor as armas, procurar uma amnistia ou ser reintegrados de alguma forma. as forças do Estado Islâmico que usam civis como escudos humanos violam todas as regras, mas o outro lado não se pode esquecer que estas mulheres e crianças também merecem proteção, lembrou. O conselheiro destacou ainda o facto de milhões de refugiados enfrentarem agora o desafio de recuperar suas casas, devido a um nova lei, aprovada pelo Parlamento e promulgada recentemente pelo Presidente sírio. Segundo as novas regras, as pessoas têm um ano para comprovar a posse das suas casas e terrenos antes que o Estado tome posse. Egeland explicou que isso pode ser muito complicado quando as pessoas vivem a milhares de quilómetros de distância, num campo de refugiados. Por isso, tem implorado para que a implementação da lei não retire a terra dos civis que fugiram da guerra.

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