Empresários consideram que terá um impacto negativo no emprego e na economia do concelho e dizem mesmo que será «imoral», pois a maioria das dormidas na Cova da Iria «é de peregrinos e não de turistas»
Empresários consideram que terá um impacto negativo no emprego e na economia do concelho e dizem mesmo que será «imoral», pois a maioria das dormidas na Cova da Iria «é de peregrinos e não de turistas» Os empresários da hotelaria de Fátima manifestaram-se esta sexta-feira, 16 de novembro, unanimemente contra a aplicação de uma taxa turística no concelho, consideram que o regulamento em discussão pública contém algumas ilegalidades e inconstitucionalidades, e admitem vir a recorrer aos tribunais caso a Câmara Municipal de Ourém vá por diante com a imposição deste imposto’. Numa reunião convocada pela associação Empresarial Ourém-Fátima (aCISO), em que participaram mais de 60 empresários, as vozes que se fizeram ouvir foram todas no sentido de considerar a taxa turística inoportuna, imoral e um assalto direto aos hoteleiros, que enfrentam uma concorrência forte e uma redução na procura, depois de um ano extraordinário como foi o de 2017, com as comemorações do Centenário das aparições. a Câmara Municipal de Ourém já aprovou o regulamento, em discussão pública até dezembro, que prevê a cobrança de um euro por dormida e por pessoa, até um máximo de três noites. a esperança dos hoteleiros é que o documento não seja aprovado pela assembleia Municipal. Nesse sentido, decidiram enviar uma carta à Câmara, assembleia Municipal e presidentes de junta de freguesia a manifestar-se totalmente contra a aplicação da taxa turística, por considerarem que pode ter um impacto negativo no emprego e na economia do concelho, que há outras formas de realizar receitas (como a exploração dos parquímetros) e que falta legitimidade eleitoral ao executivo para avançar com esta medida por não constar do seu programa eleitoral.

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