Organizadores da ação alertam para «governos de extrema direita e ultraconservadores [que] estão a ganhar cada vez mais terreno», e denunciam uma «tendência preocupante para decisões judiciais retrógradas» em Portugal
Organizadores da ação alertam para «governos de extrema direita e ultraconservadores [que] estão a ganhar cada vez mais terreno», e denunciam uma «tendência preocupante para decisões judiciais retrógradas» em Portugal a Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres está agendada para o próximo dia 25 de novembro, e vai decorrer sob o mote Basta de violência! Basta de justiça machista!. O ponto de encontro está marcado para as 15h00, e terá lugar no Largo do Intendente, em Lisboa. a marcha prosseguirá depois para o Martim Moniz e deverá chegar ao fim pelas 18h00, no Rossio.

O manifesto associado a esta iniciativa procura mobilizar a população para colocar um termo a esta problemática. Hoje estamos mais uma vez na rua para denunciar e lutar pelo fim da violência contra as mulheres. Violência, esta, que é sistémica, que tem por base uma cultura misógina, que está aÌ€ espreita na rua, está confortável em casa e no trabalho, tem muitas caras, tantas, que aÌ€s vezes nem as reconhecemos de tão naturalizadas que estão na nossa sociedade, alertam os organizadores. Os promotores da marcha apontam para um traço comum da violência – a desigualdade de género, uma marca da sociedade patriarcal da atualidade – e fazem referência ao drama nacional: Não, não aceitamos as notícias que nos dizem que mais uma mulher foi assassinada. E este ano já foram 21!

Os organizadores da marcha realçam que a iniciativa será uma ocasião lembrar as diferentes formas de violência que atingem as mulheres em todo o mundo. Vemos com apreensão os retrocessos nos direitos alcançados pela luta abnegada de milhares de mulheres em países onde governos de extrema direita e ultraconservadores estão a ganhar cada vez mais terreno. Denunciamos em Portugal uma tendência preocupante para decisões judiciais retrógradas, moralistas e inadmissíveis, que violam os direitos mais básicos e a Constituição da República Portuguesa, apontam.

Entre a comissão organizadora da Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres fazem parte a UMaR – União de Mulheres alternativa e Resposta, a associação Capazes, a animar – associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, e o CML – Departamento Dos Direitos Sociais. O manifesto pode ser subscrito online.

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