as Nações Unidas e a Comissão Europeia procuram 570 milhões de euros para responder às necessidades de 30 milhões de pessoas vulneráveis na República Democrática do Congo.
as Nações Unidas e a Comissão Europeia procuram 570 milhões de euros para responder às necessidades de 30 milhões de pessoas vulneráveis na República Democrática do Congo. Marcando o lançamento do plano de acção humanitária de 2006 para a República Democrática do Congo (RDC), o Departamento de Coordenação dos assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHa, sigla em inglês) descreveu a crise como imensa, “de algum modo afectando virtualmente os 60 milhões de habitantes do país”.
O sub-secretário geral para os assuntos Humanitários, Jan Egeland, disse que diariamente mais de 1. 200 pessoas da RDC morrem dos efeitos da guerra civil: desnutrição, doença e deslocamento forçado. “Temos que pôr termo a esta tirania do silêncio. Podemos, e devemos, fazer mais para aliviar este extremo sofrimento. agora é o momento de actuar”, disse.
Por ocasião do lançamento oficial do Plano de acção para a RDC, as Nações Unidas (ONU) e a Comissão Europeia (CE) convocaram uma conferência ministerial, na Bélgica, para juntar todos os actores do plano para aliviar o sofrimento no Congo.
“O Congo tem um enorme potencial que pode ser desenvolvido”, disse Louis Michel, o comissário da CE para o desenvolvimento e a ajuda humanitária. “Há poucos lugares no mundo onde a distância entre as necessidades humanitárias e os recursos disponíveis seja tão grande como no Congo, mas também há poucos lugares no mundo onde a paz e a estabilidade podem tão dramaticamente reverter a situação”.
Segundo o relatório da OCHa, pelo menos quatro milhões de congoleses morreram devido aos anos de conflito, podendo ser considerado a maior catástrofe humanitária dos últimos 60 anos. Mais de 1,6 milhões de pessoas continuam deslocadas, e os 1,7 milhões que regressaram recentemente só agora começam a reconstruir as suas casas e vidas. a própria expectativa de vida diminuiu em dez anos desde que começou a guerra em 1997. Nas difíceis províncias da zona oriental as mortes, raptos e a violência sexual continuam. O acesso para dar ajuda humanitária continua a ser um desafio.
O Plano de acção, agora apresentado, é fruto do trabalho de todos os que estão envolvidos em ajuda humanitária no Congo. Procura dar resposta às necessidade alimentares, de saúde, reintegração, protecção, combate à sida, coordenação, educação, água e saneamento, abrigo e remoção de minas. São mais de 330 projectos com um custo total de 570 milhões de euros.
O apelo está lançado para todos os países. Há já muito apoio na construção da democracia, mas as mortes provocadas pelo conflito e as suas consequências não podem ser esquecidas. Há que juntar esforços para levar comida, água e cuidados de saúde aos milhões que precisam. Um esforço de 570 milhões de euros.

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