Uma avaliação conjunta de várias agências das Nações Unidas conclui que as ações tomadas pelos países nos últimos anos têm permitido cicatrizar a camada que protege a terra dos níveis prejudiciais de raios ultravioletas
Uma avaliação conjunta de várias agências das Nações Unidas conclui que as ações tomadas pelos países nos últimos anos têm permitido cicatrizar a camada que protege a terra dos níveis prejudiciais de raios ultravioletasO Painel de avaliação Científica do Protocolo de Montreal, constituído por especialistas mundiais em ciências atmosféricas e peritos de várias agências da ONU, concluiu que as ações tomadas pelos países no âmbito do tratado ambiental permitiram a recuperação da camada de ozono, em partes da estratosfera, a um ritmo de um a três por cento por década, desde o ano 2000. Segundo os dados recolhidos pelos investigadores, se o compromisso internacional continuar a ser cumprido, o hemisfério norte e o ozono de latitude média devem cicatrizar completamente até 2030. O mesmo poderá acontecer até à década de 2050 no hemisfério sul e até 2060 nas regiões polares. Estes resultados demonstram o sucesso inspirador deste tratado ambiental que entra agora na sua quarta década. O relatório também oferece uma visão do papel que o Protocolo deve ter nas próximas décadas, afirmou o líder da ONU Meio ambiente, Erik Solheim, realçando que o acordo de Montreal é um dos mais bem-sucedidos da história e que poderá sair reforçado com a emenda Kigali, que deverá entrar em vigor em janeiro próximo. a emenda Kigali pede que se reduza o uso futuro de gases em refrigeradores, ares condicionados e produtos relacionados. Segundo a ONU Meio ambiente, as nações que ratificaram a emenda Kigali comprometem-se a reduzir em mais de 80 por cento a produção e consumo destes gases, conhecidos como hidrofluorcarbonetos (HFC). Para o copresidente do Painel de avaliação Científica, David Fahey, estes novos resultados destacam a importância de uma monitorização contínua de longo prazo dos HFC na atmosfera, à medida que a emenda Kigali se começa a consolidar. Se houver uma diminuição de HFC em cerca de 50 por cento entre hoje e 2050, será possível reduzir o aquecimento global futuro, assegurou o cientista.

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