Levantamento do Instituto Socioambiental identificou 123 empreendimentos, entre barragens, estradas e linhas férreas, que vão gerar impactos negativos em áreas protegidas onde vivem as comunidades nativas
Levantamento do Instituto Socioambiental identificou 123 empreendimentos, entre barragens, estradas e linhas férreas, que vão gerar impactos negativos em áreas protegidas onde vivem as comunidades nativas a construção de infraestruturas previstas para os próximos anos em várias regiões do Brasil pode provocar impactos negativos em pelo menos 58 comunidades indígenas isoladas, já vulneráveis a doenças e à violência, segundo um estudo promovido pelo Instituto Socioambiental. até agora, foram identificados 123 empreendimentos, entre barragens, linhas ferroviárias, centrais termoelétricas e estradas, que podem pôr em risco o futuro das populações nativas. Esses povos estão em perigo, porque a floresta, que garante o seu modo de vida, está a desaparecer. E pode desaparecer ainda mais rapidamente com a construção desse pacote de empreendimentos, alerta antonio Oviedo, um dos autores do estudo, que aponta o Parque Indígena aripuanã, no estado de Mato Grosso, como um dos locais mais ameaçados. Segundo o levantamento do ISa, as 35 barragens hidroelétricas previstas para a amazónia terão impacto direto em 16 Terras Indígenas e em 12 Unidades de Conservação, onde foram identificados pelo menos 39 povos indígenas em isolamento voluntário. além do impacto direto nas comunidades, os empreendimentos identificados impulsionavam também novas frentes de migração, provocando o aumento da procura por terras, da grilagem, do desmatamento, da extração ilegal de madeira e do garimpo, sublinham os investigadores.

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