Sacerdote classifica o regime político como um dos mais duros do mundo, como uma ditadura «que suprimiu todas as formas de liberdade» e criou um «Estado-prisão»
Sacerdote classifica o regime político como um dos mais duros do mundo, como uma ditadura «que suprimiu todas as formas de liberdade» e criou um «Estado-prisão» Farto de ver os jovens da Eritreia a fugir de um regime opressivo e de uma sociedade pobre que não oferece oportunidades de trabalho, o pároco de asmara, abba Mussie Zerai, escreveu uma carta aberta a repreender a classe política e as classes dominantes no país. asmara é um dos regimes políticos mais duros do mundo, uma ditadura que suprimiu todas das formas de liberdade. Uma ditadura que, numa palavra, criou um Estado-prisão. Uma prova são os relatórios finais das investigações realizadas pela Comissão de Direitos Humanos da ONU, que afirmam, de forma inequívoca, que o regime optou por um sistema de terror, convertendo o seu próprio povo em escravo, escreveu o sacerdote na missiva, citada pela agência Fides. Nos últimos anos, muitos eritreus fugiram do país. Uma boa parte procurou refúgio na Etiópia, que atualmente alberga 175 mil, e no Sudão, que acolhe 110 mil. Outros, têm-se dirigido para norte, chegam a Itália e tentam mudar-se para a Suíça, alemanha, Holanda, Suécia, Noruega, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos da américa. alguns, morrem durante as perigosas travessias marítimas. ainda assim, segundo abba Zerai, o regime não abranda o seu controlo sobre a população, mantendo dezenas de presos políticos, impedindo os organismos internacionais de entrarem nos presídios e encerrando escolas católicas e islâmicas. Não se pode continuar assim, como se nada se passasse, fechando os olhos à realidade em nome dos interesses geoestratégicos e económicos. Deve dar-se voz aos valores da liberdade, democracia, justiça e solidariedade, concluiu o sacerdote, num apelo à intervenção da comunidade internacional.

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