Os agricultores e pessoas que trabalham à jorna estão entre os trabalhadores sujeitos às piores condições laborais e ganham salários mais baixos. Muitos enfrentam grandes dificuldades para se alimentar
Os agricultores e pessoas que trabalham à jorna estão entre os trabalhadores sujeitos às piores condições laborais e ganham salários mais baixos. Muitos enfrentam grandes dificuldades para se alimentar Mais de 170 mil trabalhadores rurais morrem todos os anos durante a jornada laboral e mais de 100 milhões apesar de cultivarem alimentos enfrentam enormes barreiras para comer, denuncia a relatora especial da ONU sobre o direito à alimentação, assegurando que uma boa parte dos agricultores e trabalhadores à jorna trabalham sem proteção e sob condições perigosas. Os trabalhadores do campo, incluindo mulheres, crianças, migrantes e trabalhadores à jorna, têm cada vez mais salários baixos, empregos informais e a tempo parcial, e falta de proteção social e económica. E sofrem condições de trabalho perigosas devido à exposição habitual a pesticidas e às muitas horas que passam sob temperaturas extremas e sem acesso adequado a água, alerta Hilal Elver. Segundo a especialista, o trabalho agrícola é um dos mais perigosos do mundo, com o dobro do risco de acidentes mortais em relação a outros setores. E os empregadores aproveitam-se da força laboral dos migrantes, explorando-os como mão de obra barata, pois não contam com os mesmos direitos dos cidadãos locais. Neste sentido, Elver apela à responsabilidade dos Estados para respeitarem, protegerem e fazerem cumprir o direito à alimentação dos trabalhadores: É hora de darem um passo em frente e atuarem de forma urgente e determinada para os que violam os direitos dos trabalhadores agrícolas prestem contas e para evitar outras violações no futuro.

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