Especialista das Nações Unidas em direitos humanos defende o fim das sanções unilaterais que privam as pessoas de alimentação e medicamentos. E dá o exemplo de Cuba, onde assegura que os bloqueios «não serviram para nada»

Especialista das Nações Unidas em direitos humanos defende o fim das sanções unilaterais que privam as pessoas de alimentação e medicamentos. E dá o exemplo de Cuba, onde assegura que os bloqueios «não serviram para nada»
as sanções económicas impostas a alguns países deviam cessar de imediato, pois afiguram-se como formas ilegais e imorais de coação, particularmente quando atentam contra os direitos humanos das pessoas que habitam nas nações castigadas, defende Idriss Jazairy, especialista das Nações Unidas em direitos humanos. as guerras económicas podem matar pessoas da mesma forma que as convencionais. a única diferença é que na guerra económica as pessoas morrem em silêncio por falta de medicação, e na guerra tradicional morrem com uma ferida de bala, afirmou o representante da ONU, apontado como exemplos de claro risco para a população o Irão, Gaza e a Venezuela. Na apresentação de um relatório à assembleia Geral das Nações Unidas, Jazaity assinalou que as sanções económicas, que restringem quase todas as transações financeiras, ou que impedem países terceiros de se envolverem no comércio legal com um país, são formas ilegais e imorais de coação, sobretudo quando afetam os direitos humanos da população. a Síria é disso um exemplo, segundo o especialista. Recentemente estive de visita à Síria e pude verificar que as sanções aplicadas ao país, que serviam para proteger a população das violações dos direitos humanos do seu governo, acrescentavam, com base em novas sanções, sofrimentos adicionais e privações dos direitos humanos, explicou Idriss Jazairy, exemplificando que os bloqueios impediram o governo sírio de comprar comida, medicamentos e peças para reparar bombas de água ou geradores elétricos.

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