Num ano, duplicou o número de casos de desnutrição na República Democrática do Congo. Sem ter o que comer, as crianças procuram rendimentos na prostituição ou na mineração
Num ano, duplicou o número de casos de desnutrição na República Democrática do Congo. Sem ter o que comer, as crianças procuram rendimentos na prostituição ou na mineração a denúncia partiu de uma iniciativa conjunta de várias organizações não governamentais. O aumento da desnutrição na República Democrática do Congo (RDC) deixou 15 milhões de pessoas a necessitar de ajuda alimentar e está a levar as crianças a dedicarem-se ao trabalho sexual e à mineração, para tentarem gerar rendimentos. as mulheres e as meninas dedicam-se à prostituição e vendem os seus corpos por comida ou por dinheiro para comprar alimentação, revelou Kimberly Bennet, porta-voz do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC, na sigla em inglês), sublinhando que há crianlas e jovens a alistar-se nos grupos armadas para poderem comer. Segundo o NRC, muitos agricultores estão demasiado assustados para cuidar dos seus cultivos no nordeste do país, onde alguns dos piores combates obrigaram 750 mil pessoas a abandonar as suas casas, só este ano. Os agricultores têm tanta fome que comeram as sementes que lhes demos, em vez de semeá-las, adiantou Bennet, recordando que a RDC está também a viver o seu décimo surto de ébola, que já causou a morte a pelo menos 130 pessoas, desde julho passado.

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