Investigação realizada por várias organizações não governamentais detetou ainda a saída do país de mais de 6. 000 enfermeiras. Cerca de 18 milhões de pessoas não têm garantia de acesso a diagnósticos ou tratamentos
Investigação realizada por várias organizações não governamentais detetou ainda a saída do país de mais de 6. 000 enfermeiras. Cerca de 18 milhões de pessoas não têm garantia de acesso a diagnósticos ou tratamentos Um relatório sobre o direito à saúde pública na Venezuela, divulgado esta semana por 12 organizações não governamentais (ONG) que defendem os direitos dos pacientes, concluiu que mais de metade dos médicos, a maioria pertencente aos quadros de hospitais públicos, abandonou o país entre 2012 e 2017, em consequência da crise social e económica. Entre 2012 e 2017, 22. 000 médicos venezuelanos emigraram, o que representa uma perda de pelo menos 55 por cento de um total de 39. 900 registrados pela Organização Pan-americana da Saúde (Opas) em 2014, destaca o documento, que dá conta ainda da saída de 6. 030 enfermeiras, fazendo aumentar para 74 por cento o défice de enfermeiros no país. Segundo os dirigentes das ONG, a Venezuela vive uma emergência humanitária, com falta de alimentos e uma crise no setor da saúde que se manifesta também na escassez de 85 por cento de medicamentos nas farmácias e 88 por cento nos hospitais. a hiperinflação pode terminar 2018 em 1. 350. 000 por cento. ainda assim, o governo de Nicolás Maduro continua a argumentar que o número de emigrantes não é tão alto como tem sido estimado pela ONU e que as informações internacionais fazem parte de uma campanha para justificar uma intervenção militar externa.

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