líder exilada na Costa Rica denuncia a violência nas zonas mais isoladas, onde quase não existem formas de comunicação. a ativista assegura que não há direitos humanos no país
líder exilada na Costa Rica denuncia a violência nas zonas mais isoladas, onde quase não existem formas de comunicação. a ativista assegura que não há direitos humanos no país a perseguição no campo, nas áreas rurais, é mais grave do que se vê na capital. Não há meios de comunicação, não há acesso às redes sociais para denunciar o que se está a viver na Nicarágua, denunciou esta semana a líder rural Francisca Ramírez, que se viu obrigada a fugir para a Costa Rica, após ser vítima de perseguição pelos protestos contra o governo de Daniel Ortega. Desde que as manifestações contra o Presidente se iniciaram, em abril último, as organizações de defesa dos direitos humanos documentaram entre 300 e 500 mortes. Mas Ramírez assegura que são mais de mil, porque não há registo de vítimas em áreas remotas do interior. Na Nicarágua, não há respeito pelos direitos humanos. Todos os dias há assassinatos, sequestros, tortura nas prisões, acusa a ativista. apesar das negociações entre o governo de Ortega e uma aliança da oposição, mediada pelos bispos católicos, estarem interrompidas desde junho, a líder rural ainda acredita num diálogo que possa levar a uma saída para a crise na Nicarágua e na responsabilização do Presidente. Se houver justiça no mundo, Daniel Ortega e sua esposa (a vice-presidente Rosario Murillo) devem ser processados por crimes contra a humanidade, porque eles tiraram a vida de muitas crianças, tiraram a nossa paz, fizeram-nos viver os momentos mais difíceis que um ser humano pode viver , concluiu Ramírez, em declarações às agências internacionais.

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