Resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas solicita ao governo venezuelano que abra portas à assistência humanitária, para solucionar a escassez de comida e medicamentos
Resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas solicita ao governo venezuelano que abra portas à assistência humanitária, para solucionar a escassez de comida e medicamentos O Conselho de Direitos Humanos das Nações aprovou uma resolução, a primeira da história sobre a Venezuela, a pedir a abertura do país à assistência humanitária e a manifestar preocupação pelas graves violações de direitos humanos no contexto de uma crise política, económica e social. O objetivo é responder à escassez de comida e medicamentos, ao aumento da desnutrição, especialmente entre as crianças, e o aparecimento de epidemias que tinham sido erradicadas na américa do Sul, pode ler-se no texto da resolução, aprovada por maioria, com 23 votos a favor, sete contra, e 17 abstenções. Num dos últimos relatórios elaborados pelas Nações Unidas, sobre a situação na Venezuela, foram detalhadas várias violações entre julho de 2015 e março de 2017, no âmbito das chamadas operações para libertação do povo, que terão provocado mais de 500 mortos às mãos das forças de segurança. O facto de não terem sido responsabilizadas as forças de segurança pelas violações tão graves de direitos humanos sugere que o Estado de Direito está praticamente ausente na Venezuela, alertou, na ocasião, o anterior alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid al Hussein. Segundo dados do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR), mais de 2,3 milhões de venezuelanos deixaram o país. Perto de 90 por cento ficaram na américa do Sul. O Peru é o país onde foram apresentados mais pedidos de estatuto de refugiado, com 127 mil de um total de 299 mil em todo o mundo.

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