Relatório internacional sobre fluxos financeiros ilí­citos aponta a exploração ilegal de ouro, diamantes e petróleo como a principal fonte de financiamento dos grupos terroristas
Relatório internacional sobre fluxos financeiros ilí­citos aponta a exploração ilegal de ouro, diamantes e petróleo como a principal fonte de financiamento dos grupos terroristas a exploração e venda ilegal de recursos naturais pode render mais de 26,3 mil milhões de euros anuais e é apontada como a principal fonte de financiamento das máfias internacionais e grupos terroristas, segundo um relatório elaborado por especialistas em fluxos financeiros, divulgado esta semana. Conflitos e terrorismo estão a ser financiados em proporções sem precedentes pelo crime organizado transnacional e pelo rendimento ilícito obtido com a exploração de recursos naturais, refere o documento, intitulado atlas Mundial de Fluxos Financeiros Ilícitos. De acordo com os autores do estudo, citados pelas agências internacionais, a exploração ilegal de recursos naturais, como ouro, diamantes, petróleo e até animais silvestres, representa 38 por cento do rendimento de grupos armados envolvidos em conflitos. Segue-se o tráfico de drogas (28 por cento), cobrança de impostos ilegais, extorsão e roubo (26 por cento), doações externas e pagamento de resgates por sequestros (ambas com três por cento). O ano passado, por exemplo, estima-se os talibã do afeganistão tenham recebido entre 60 e 80 milhões de euros, graças ao tráfico de drogas e à exploração de terras ricas em recursos. Já o grupo extremista Estado Islâmico terá encaixado cerca de 8,5 milhões de euros por mês, com a exploração ilegal de recursos e a imposição de impostos.

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