Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas reconhece que as populações indígenas continuam afastadas das discussões políticas e do poder económico e a ser vítimas dos interesses extrativistas
Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas reconhece que as populações indígenas continuam afastadas das discussões políticas e do poder económico e a ser vítimas dos interesses extrativistas Os cerca de 370 milhões de indígenas, espalhados por sete dezenas de países, continuam a ser o exemplo vivo das pessoas mais desfavorecidas, marginalizadas e esquecidas do mundo, sintetizou esta semana a vice-alta comissária para Direitos Humanos da ONU, Kate Gilmore, no decorrer da reunião anual do Conselho de Direitos Humanos. O encontro teve como tema principal a participação e a inclusão dos povos indígenas no desenvolvimento e na implementação de estratégias e projetos no contexto da agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tendo os participantes concluído, que neste momento, os povos indígenas continuam a ser afetados pela discriminação e a pobreza extrema, além de serem excluídos das discussões políticas e do poder económico. Um dos exemplos de violação dos direitos humanos foi apresentado pelo representante dos índios do Brasil. O país abriga cerca de 900 mil indígenas de 305 grupos étnicos, que falam 275 línguas diferentes. Muitos deles, estão a sofrer com a implementação de novos projetos que afetam as comunidades. a agenda 2030 prometeu que todos os países iriam proteger a forma de vida indígena, mas no Brasil, a terra para garantir este direito não foi fornecida, alegou. Na reunião participaram representantes de várias agências das Nações Unidas, de comunidades indígenas, de grupos africanos e de países como Brasil, Guatemala, México, Honduras, Paraguai, Canada e austrália.

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