Mais de oito milhões de pessoas só conseguem comer uma ou duas refeições por dia e o que ingerem não é nutritivo, segundo um estudo de uma organização não governamental
Mais de oito milhões de pessoas só conseguem comer uma ou duas refeições por dia e o que ingerem não é nutritivo, segundo um estudo de uma organização não governamental a situação económica e social continua a agravar-se de dia para dia, com consequências devastadoras para a população. Segundo um estudo divulgado esta semana pela organização não governamental Coligação de Organizações pelo Direito à Saúde e à Vida (CODEVIDa), 87 por cento da população vive na pobreza e 61 por cento sofre de pobreza extrema. Mais de metade das crianças padece de subnutrição e, em média, os venezuelanos perderam 11 quilos de peso, em 2017. Estima-se que mais de oito milhões de habitantes só conseguem comer uma ou duas vezes por dia, e o que ingerem não é nutritivo, revelou Eduardo Trujillo, da Universidade Católica andrés Bello (UCaB), uma das instituições que participou na elaboração do estudo. Os dados recolhidos pelos investigadores da CODEVID a indicam ainda que não há distribuição regular de água potável, falta a eletricidade e a inflação é de 233 por cento, o que fez com que 2,3 milhões de pessoas tenham abandonado o país. Metade dos trabalhadores hospitalares também migraram, sobrecarregando de trabalho as enfermeiras que não emigraram, enquanto que milhares de pacientes não recebem tratamento adequado pela falta de medicamentos e materiais médicos no país.

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