Estudo produzido por várias agências das Nações Unidas conclui que a situação nutricional a nível global continua a piorar. Há agora 821 milhões de pessoas não comem o suficiente para terem uma vida saudável
Estudo produzido por várias agências das Nações Unidas conclui que a situação nutricional a nível global continua a piorar. Há agora 821 milhões de pessoas não comem o suficiente para terem uma vida saudávelO número de pessoas subnutridas aumentou para 821 milhões o ano passado, um índice que não era tão mau há uma década. Segundo um estudo elaborado por várias agências da ONU, divulgado esta terça-feira, 11 de setembro, se não forem feitos mais esforços urgentes, a comunidade internacional não cumprir o objetivo de erradicar a fome até 2030. É preciso melhorar a coordenação entre os órgãos internacionais e intergovernamentais, visando fortalecer as capacidades dos governos para que eles mesmo definam e implementem as políticas mais adequadas para a sua própria realidade. E é preciso implementar ações que fortaleçam a resiliência dos meios de subsistência e dos sistemas alimentares, inclusive as estratégias que visam a resiliência face aos eventos climáticos extremos, afirmou a especialista em segurança alimentar e nutrição da Organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação (FaO), em declarações à ONU News. Segundo anna Kepple, a situação está a piorar na américa do Sul e em algumas regiões de África. a tendência de descida na Ásia também está a desacelerar de forma significativa e a situação nos países lusófonos continua difícil. a prevalência de subalimentação, que é o indicador de fome que a FaO usa desde longa data, aponta para quadros piores em angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. Nesses países, é estimado que entre 24 e 30 por cento da população pode estar sem acesso à energia alimentar suficiente para uma vida sã e ativa. De acordo com o estudo, a variação do clima e os eventos climáticos extremos, como secas e cheias, são os principais responsáveis pelo aumento da fome, além dos conflitos e da desaceleração económica. Para os autores do documento, os dados alcançados são um sinal claro de que existe muito trabalho para ser feito para alcançar o objetivo de não deixar ninguém para trás em relação à segurança alimentar e nutrição.

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