União Europeia defende a aplicação de uma taxa às embarcações para incentivar a que entreguem o seu lixo na costa, em vez de o lançarem à água. E estuda novas medidas para reduzir a utilização de plástico
União Europeia defende a aplicação de uma taxa às embarcações para incentivar a que entreguem o seu lixo na costa, em vez de o lançarem à água. E estuda novas medidas para reduzir a utilização de plástico Os navios poderão vir a ter que pagar uma taxa de resíduos indireta, como medida de prevenção para travar a poluição dos oceanos, revelou ao jornal Público o comissário Europeu do ambiente, assuntos Marítimos e Pescas. Será exigido a todos os navios que paguem uma taxa indireta, que deverá ser paga independentemente da entrega, ou seja, dissociada dos volumes de lixo entregues, disse Karmenu Vella, explicando que a medida deverá incentivar os navios a entregar o seu lixo na costa e remover qualquer incentivo para que deitem o lixo ao mar. Em relação à luta contra a poluição dos oceanos, o comissário reconhece que as limpezas não são suficientes para resolver o problema, o que exige um empenhamento mais forte na redução do uso de plástico de utilização única, uma medida que já está a ser tomada através das mais recentes propostas europeias. Segundo Karmenu Vella, em 2030, todos os Estados-membros deverão reciclar 55 por cento das suas embalagens de plástico e, nessa data, todas deverão ser facilmente recicláveis. Em relação ao conteúdo reciclado nos produtos, temos realmente uma estratégia voluntária no que diz respeito às empresas, encorajámo-las a que fizessem compromissos ambiciosos até ao fim de setembro, adiantou. O comissário explicou ainda que as autoridades portuguesas vão utilizar o Fundo Europeu dos assuntos Marítimos e das Pescas para apoiar seis projetos para a recolha do lixo do mar por pescadores e também para a remoção de material de pesca perdido e lixo marinho entre 2014-2020.

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