Os dez dias de férias na Praia de Pedrogão, são, para muitos menores, grande parte deles carenciados, a única oportunidade para ir à praia e para experienciar dinâmicas que não têm a oportunidade de viver no seu dia a dia
Os dez dias de férias na Praia de Pedrogão, são, para muitos menores, grande parte deles carenciados, a única oportunidade para ir à praia e para experienciar dinâmicas que não têm a oportunidade de viver no seu dia a diaCerca de 170 crianças, 60 adolescentes e 44 jovens monitores deram forma aos três turnos da Colónia de Férias organizada pela Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima na Praia do Pedrógão. Para muitos dos participantes, esta foi a única possibilidade de irem à praia e experimentarem dinâmicas diferentes do seu dia a dia.
Grande parte dos menores é proveniente de famílias desfavorecidas, sem margem de manobra financeira para contribuir com 35 euros para dez dias férias com tudo incluído. Tal cenário tem levado a Cáritas de Leiria-Fátima a apelar a donativos para esta causa. Em 2017 foram 36 [pessoas a contribuir], este ano apenas 18, indicam os serviços de comunicação da diocese de Leiria-Fátima.
Para as voluntárias Eduarda Gil e Rita Leirião, os dias dedicados aos mais novos foram bastante recompensadores, apesar do cansaço que as variadas atividades acarretam. Não nego que seja algo esgotante tanto física como psicologicamente, mas tenho a certeza de que a felicidade estampada no rosto de cada uma daquelas crianças compensa tudo! Irei guardar cada olhar ternurento, cada abraço apertado e cada beijo sentido eternamente no meu coração, relata Eduarda Gil.
a monitora admite a sua surpresa em relação às experiências que viveu. Vivi dez dias numa bolha de amor, completamente desligada do mundo, num lugar mágico e especial, que tem o dom de fazer qualquer um sentir-se em casa () ainda agora chegou ao fim e já sinto falta da rotina, do cheiro a miúdos, da música que surgia aos primeiros raios de sol, do sabor a mar, dos banhos, dos serões todas as noites. Irei, sem dúvida, voltar, refere a jovem.
Rita também reconhece que o cansaço a acompanhou durante a sua missão, mas que a vontade de dar de si aos outros superou e fadiga e superaria quantos mais dias durasse a colónia. São dias muito intensos e cansativos e é preciso muita ginástica física e mental para levar este barco. Ser a família destas crianças é estar lá para elas 24 horas por dia, e da família não se tiram folgas. Mas dizem que quem corre por gosto não cansa, e se ao quinto ou sexto dia já nos sentimos exaustos, quando chega o último () queremos ficar mais um bocadinho, indica Rita.
De um lado diferente das monitoras, esteve a participante Sara Fernandes, de 16 anos, que integra os turnos da colónia balnear desde criança. Dizia um monitor () que a colónia, apesar de tudo, serve para nos encher a alma de coisas boas, para depois estarmos outra vez preparados para enfrentar o dia a dia o resto do ano. Não podia estar mais de acordo. Tudo o que vivemos naquela casa, naquela praia, ainda que a brincar, vai com certeza ajudar-nos nos outros momentos, aqueles a sério, acredita a adolescente, que expressa a sua gratidão por esta iniciativa. Um obrigado pelos nove turnos que me proporcionaram, por toda a alegria, todas as brincadeiras e pelas lágrimas de alegria e saudade.

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