Numa tentativa de travar a doença, uma organização humanitária abriu um novo espaço para tratar as vítimas do ébola. Na estrutura encontram-se «internados 37 pacientes, quase todos contagiados»
Numa tentativa de travar a doença, uma organização humanitária abriu um novo espaço para tratar as vítimas do ébola. Na estrutura encontram-se «internados 37 pacientes, quase todos contagiados»Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) abriram um novo centro de tratamento anti-ébola em Mangina, uma pequena cidade considerada o epicentro da febre hemorrágica que afeta a população de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), e que já provocou a morte de 41 pessoas este ano. No novo espaço inaugurado na última semana, encontram-se internados 37 pacientes, quase todos contagiados, sendo que os restantes são casos suspeitos.
atualmente a epidemia está numa fase preocupante. O número dos casos está em constanteaumento e controlar o decurso da doença é difícil, porque não se consegue chegar às comunidades e geralmente estas encontram-se em situação muito precária, lamentou Roberta Petrucci, coordenadora do programa ébola dos MSF na RDC.

a médica lembra que os conflitos dificultam os trabalhos de contenção à doença. a guerra torna a situação mais difícil. a epidemia é controlada no momento que podemos entrar nas comunidades onde estão as pessoas contaminadas e tentamos interromper a cadeia de transmissão. Mas na região a segurança é precária e os deslocamentos são difíceis, ou mesmo impossíveis, explicou a profissional, em declarações aos serviços de comunicação do Vaticano.

ainda com o objetivo de travar a propagação da doença, os MSF estão a prestar apoio às infraestruturas sanitárias locais e a reforçar protocolos de prevenção e controlo da infeção, numa tentativa de garantir a continuidade de cuidados às pessoas não contaminados pelo ébola.

É preciso que os casos sejam isolados. além disso, a população precisa de entender o que está a acontecer, e a ser tranquilizada, informada e sensibilizada sobre o que é a doença e sobre como se proteger, frisa Roberta Petrucci. a par destas ações, o Ministério da Saúde local encontra-se a levar a cabo um programa de vacinação na zona mais afetada pela doença, com o apoio daOrganização Mundial da Saúde (OMS).

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