Voluntária portuguesa com experiência em missões humanitárias indica que entre os bens mais necessários estão eletrodomésticos, vassouras e escovas
Voluntária portuguesa com experiência em missões humanitárias indica que entre os bens mais necessários estão eletrodomésticos, vassouras e escovasao tomar conhecimento dos efeitos do incêndio que deflagrava em Monchique, Joana Martins, natural da vila afetada, mas que se encontrava em missão na África do Sul, decidiu apanhar o primeiro avião e regressar a Portugal.com experiência em missões humanitárias em países em desenvolvimento e em situações de intervenção de emergência, a portuguesa criou o movimento cívico ajuda Monchique, em conjunto com outros dois filhos da terra, Shanti Fernandes e John Roy Dommett, e em articulação com a Câmara Municipal de Monchique. O objetivo é coordenar a ajuda de forma sistematizada e apoiar a população de forma imediata.
através deste projeto, foi criado um centro de apoio à população, na Escola Básica Manuel do Nascimento, onde se procede ao acompanhamento dos cidadãos prejudicados pelo fogo e onde são angariadas e distribuídas as ofertas, com o contributo de mais de 200 voluntários. a cidadã portuguesa explica que a sociedade civil pode consultar o website do movimento e aí encontrar a lista de bens necessários, que poderá doar, caso pretenda contribuir. Entre os bens necessários mais urgentes encontram-se eletrodomésticos, ferramentas agrícolas, tubos de água, tanques de água, tendas familiares, caravanas, ferramentas de obra, luvas de trabalho, vassouras, escovas e panos de sombra.
Para Joana Martins, a forma mais interessante de ajudar as vítimas passa pelo apadrinhamento direto, doando coisas específicas para as famílias ou fazendo um acompanhamento, chegando perto das pessoas e mantendo um contacto. Temos um apuramento de 250 famílias afetadas, das quais 160 famílias precisam de ajuda, nomeadamente alimentação e alojamento, explicou a voluntária. Outras vias de apoio passam por atos de voluntariado e pela disponibilização de acolhimento. Gostaríamos que as pessoas se focassem nos bens que estamos a priorizar, porque são esses que podemos escoar rapidamente. Precisamos muito de tendas familiares, “roulottes” e caravanas, porque enquanto as casas estão a ser reconstruídas, talvez tenhamos de encontrar algumas soluções deste género, explicou a responsável.

O movimento ajuda Monchique não recebe ofertas monetárias, remetendo esses apoios para contas solidárias já criadas. a principal preocupação é que a ajuda seja coordenada e que a informação seja partilhada para que possamos chegar às pessoas, isso é importantíssimo. [… ] Preocupa-nos, imediatamente, o seguimento sistematizado das pessoas, porque é uma população envelhecida, há muitas pessoas carenciadas que já o eram e agora a situação ficou mais grave, descreveu Joana Martins, solicitando que os apoios provenientes do governo sejam ágeis e rápidos. apesar do cenário de tragédia, a portuguesa destaca que a adesão da população tem sido absolutamente incrível. Isto é muito bom, porque há algumas situações de desgraça que afinal nos unem e nos recordam o nosso lado humanitário, que é maravilhoso, realçou a voluntária, em declarações à agência Lusa.