Organização das Nações Unidas para os refugiados critica a decisão de alguns países fecharem os seus portos a barcos das organizações não governamentais e reclama um modelo de resgate planeado
Organização das Nações Unidas para os refugiados critica a decisão de alguns países fecharem os seus portos a barcos das organizações não governamentais e reclama um modelo de resgate planeado O alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) reclama aos países europeus um modelo de resgate no Mediterrâneo que seja pensado e planeado, em vez das soluções barco a barco que se têm vindo a verificar nas últimas semanas. Em comunicado, a agência da ONU valoriza positivamente o acordo entre vários países europeus para resolver a situação do pesqueiro com 450 migrantes a bordo, que prevê o desembarque e a gestão conjunta dos pedidos de asilo para os que têm direito a proteção internacional. Esperamos que estes acordos sejam concretizados com rapidez e eficácia, adiantou o líder do aCNUR, Filippo Grandi, salientando que o acordo alcançado pela alemanha, Espanha, França, Itália, Malta e Portugal põe fim ao suplício destas pessoas, e é um exemplo positivo de como, trabalhando juntos, os países podem respeitar o resgate no mar e gerir as fronteiras, além de cumprirem as suas obrigações internacionais em matéria de asilo. Porém, para Grandi, são necessárias soluções que vão mais além dos acordos barco a barco. O responsável classificou ainda de muito preocupantes as recentes recusas de desembarque das pessoas resgatadas por embarcações das organizações não governamentais, considerando que estas ações não abordam as causas que motivam os movimentos de refugiados e as migrações irregulares, nem o desespero que leva as pessoas a fugir e a arriscar em perigosas travessias.

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