Vários países latino-americanos e a própria ONU exortaram o governo de Daniel Ortega a por fim à repressão, que já provocou mais de 300 mortos. Manifestantes continuam nas ruas a exigir a saída do Presidente
Vários países latino-americanos e a própria ONU exortaram o governo de Daniel Ortega a por fim à repressão, que já provocou mais de 300 mortos. Manifestantes continuam nas ruas a exigir a saída do Presidente a comunidade internacional está a intensificar a pressão sobre o governo da Nicarágua, para que cesse a repressão e desarme os grupos paramilitares, depois de três meses de manifestações a exigir a a saída do poder do Presidente Daniel Ortega. Desde que começaram os protestos, em abril último, já morreram cerca de três centenas de pessoas. É absolutamente essencial que cesse imediatamente a violência e se retome o diálogo nacional, porque só uma solução política é aceitável para a Nicarágua, apelou esta semana o secretário-geral das Nações Unidas, antónio Guterres. Numa declaração conjunta, 13 países latino-americanos, exigiram também o fim imediato dos atos de violência, intimidação e das ameaças na Nicarágua, assim como o desmantelamento dos grupos paramilitares aos quais se atribui a maior parte da violência. Os confrontos têm vindo a agravar-se nos últimos dias, depois das forças do governo iniciarem a limpeza das ruas de barricadas, levantadas pelos manifestantes. No domingo, 15 de julho, paramilitares dispararam contra o carro onde seguia o bispo abelardo Mata e há o registo de um assalto a uma residência paroquial e de um ataque a uma delegação da Cáritas.

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