Estima-se que 1,6 mil milhões de pessoas habitam em casas sem condições e 900 milhões estão a viver em acampamentos. Dos sem-abrigo não há estatí­sticas oficiais
Estima-se que 1,6 mil milhões de pessoas habitam em casas sem condições e 900 milhões estão a viver em acampamentos. Dos sem-abrigo não há estatí­sticas oficiais Vi pessoas a viver nas calçadas da Índia e da Califórnia, junto a linhas de caminho de ferro no México e Filipinas, sem eletricidade em Cabo Verde e Sérvia. Vi crianças a brincar em montes de lixo e vi pessoas com deficiência a definharem em habitações escuras, isoladas da sociedade. Este foi o retrato feito pela relatora especial da ONU sobre habitação, Leilani Farha, num fórum sobre desenvolvimento sustentável que decorre em Nova Iorque, Estados Unidos da américa. De acordo com a representante das Nações Unidas, embora não existam estatísticas oficiais sobre o número de sem-abrigo no mundo, estima-se que cerca de 1,6 biliões de pessoas habitem em casas sem condições e 900 milhões em acampamentos, quer em países pobres, quer nos mais desenvolvidos. Leilani Farha tem percorrido os quatro cantos do planeta e diz ter sido testemunha de como comunidades inteiras de marginalizados e grupos vulneráveis foram expulsos de suas casas e terras muitas vezes à força, para que as industrias extrativas pudessem retirar os seus proveitos ou para haver espaço para um centro comercial ou construir condomínios de luxo. Para a relatora especial, esta situação exige uma reação determinada por parte dos governos e uma mudança fundamental para criar estratégias de construção de habitações baseadas nos direitos humanos. Caso contrário, será muito difícil atingir o objetivo 11 da agenda 2030, que se refere à criação de cidades e comunidades sustentáveis.

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