Dois anos depois de conquistar a independência, o Sudão do Sul entrou em guerra. E dos 3,4 milhões de bebés que nasceram até agora, 2,4 milhões vieram ao mundo já no período dos confrontos
Dois anos depois de conquistar a independência, o Sudão do Sul entrou em guerra. E dos 3,4 milhões de bebés que nasceram até agora, 2,4 milhões vieram ao mundo já no período dos confrontos O Sudão do Sul está a completar sete anos de independência, vive um período de esperança com a assinatura de um cessar-fogo, mas continua a enfrentar taxas de desnutrição com níveis críticos e a ter perto de 300 mil menores em risco de vida. as partes em guerra podem e devem fazer mais para trazer de volta a paz, porque as crianças do Sudão do Sul merecem mais, afirma Henrietta Fore, diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), destacando o facto de 2,6 milhões dos 3,4 milhões de bebés nascidos desde a independência terem vindo ao mundo em clima de guerra. O conflito, associado ao subdesenvolvimento, deixou as crianças fora da escola, desnutridas e vulneráveis a doenças, abusos e exploração. a percentagem de pessoas que não sabe de onde vem sua próxima refeição passou de 35 por cento em 2014 para quase 60 por cento este ano, com algumas áreas a apenas um passo da fome, especialmente durante a época de escassez. Uma em cada três escolas estão destruídas, ocupadas ou fechadas desde 2013, deixando cerca de dois milhões de crianças sem educação, ou seja, transformando o Sudão do Sul no país com a maior proporção de meninos e meninas fora da escola no mundo.

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