Presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha diz que há muito por fazer em termos de infraestruturas para assegurar o regresso seguro dos milhares de rohingya que se encontram no Bangladesh
Presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha diz que há muito por fazer em termos de infraestruturas para assegurar o regresso seguro dos milhares de rohingya que se encontram no Bangladesh O presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer, alerta que Myanmar não está preparado para o regresso dos milhares de rohingya que se encontram no Bangladesh, para onde fugiram para escapar à violência. Creio que ainda há muito trabalho por fazer antes que a ideia de deportar os refugiados seja plausível, afirma o responsável. Maurer considera que o repatriamento não devia começar ainda, apesar das autotidades de Myanmar assegurarem que estão preparadas e que instalaram dois centros de receção num acampamento temporário na zona fronteiriça do estado de Rakhine. Desde que começaram os ataques à população rohingya, em agosto do ano passado, a Cruz Vermelha converteu-se na principal fonte de ajuda humanitária no estado de Rakhine, em especial depois das Nações Unidas terem suspendido as suas operações na zona. Muitos dos rohingya que chegaram ao Bangladesh denunciaram execuções em massa, abusos e torturas e prometeram não voltar a Myanmar enquanto o governo não lhes reconhecesse a cidadania e garantisse proteção.

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