as autoridades do Bangladesh e os serviços das Nações Unidas iniciaram o registo dos mais de 700 mil refugiados rohingya que fugiram da violência e da repressão em Myanmar
as autoridades do Bangladesh e os serviços das Nações Unidas iniciaram o registo dos mais de 700 mil refugiados rohingya que fugiram da violência e da repressão em Myanmar O programa de registo conjunto do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) e do governo do Bangladesh já está em marcha e tem como objetivo criar uma base de dados fiável dos refugiados rohingya que vivem na costa sul do Bangladesh, anunciou esta semana uma representante do aCNUR. Segundo Caroline Gluck, os dados, que se espera estarem recolhidos até novembro, incluirão detalhes como a família e a data de nascimento dos refugiados e serão partilhados com o governo de Myanmar, para facilitar o processo de repatriamento. Nos últimos dias, dezenas de refugiados têm-se dirigido às instalações do aCNUR no acampamento de Nayapara, junto à fronteira com Myanmar, onde se recolhem as suas impressões digitais e outras informações pessoais. No final, recebem um documento onde consta que está protegida de um regresso forçado a um país onde enfrente ameaças à sua vida ou liberdade. Myanmar e Bangladesh fizeram um acordo em novembro do ano passado, que assegurava o retorno dos refugiados rohingya após verificação da sua identidade. Porém, em março, Myanmar alegou que só tinha conseguido verificar os dados de 374 refugiados numa lista com mais de 8. 000 nomes entregues pelo Bangladesh, o que levanta algumas dúvidas da verdadeira intenção do país em receber de volta os deslocados.

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