Organização não governamental alerta para o grande número de crianças que sofrem maus tratos fí­sicos e psicológicos, de forma continuada, no meio familiar. Outras, são obrigadas a casar ainda adolescentes
Organização não governamental alerta para o grande número de crianças que sofrem maus tratos fí­sicos e psicológicos, de forma continuada, no meio familiar. Outras, são obrigadas a casar ainda adolescentes Senabo, tem 12 anos, e alguns dedos a menos na mão direita. a sua tia, com quem foi viver depois da morte dos pais, maltratava-a e não a alimentava. Um dia, a menina decidiu comer peixe sem a sua autorização e ela castigou-a, mergulhando os dedos em azeite a ferver. Depois, fechou-a num quarto. Os vizinhos estranharam a sua ausência, alertaram a polícia. Os agentes foram encontrá-la com os dedos a apodrecer e alguns tiveram que ser amputados. a tia foi presa, mas o marido pagou uma caução e ela consegui sair da prisão e fugir para o Togo. a história de Senabo, que agora está a recuperar no centro Saint Joseph, das irmãs da Imaculada Conceição de Castres, é apenas mais uma entre as muitas registadas no Benim, e que estão a preocupar a organização não governamental Mãos Unidas. Só ao centro das irmãs chegam todos os anos cerca de 200 meninas vítimas de maus tratos, tráfico, casamento forçado ou de rituais de feitiçaria. Para que as meninas e mulheres das zonas rurais de Benim conheçam os seus direitos, a Mãos Unidas tem financiado uma equipa de quatro animadoras, que de 15 em 15 dias, se deslocam às povoações para dar formação em direitos básicos, saúde e higiene, usando desenhos para facilitar a compreensão das que não sabem ler nem escrever.

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