atentados islamitas podem colocar em risco as operações das multinacionais nas explorações de gás. Um negócio encarado pelo governo como uma forma de aumentar o emprego e os rendimentos económicos
atentados islamitas podem colocar em risco as operações das multinacionais nas explorações de gás. Um negócio encarado pelo governo como uma forma de aumentar o emprego e os rendimentos económicosO pequeno e pacato povoado de pescadores em Palma, no norte de Moçambique, estava destinado a transformar-se num paraíso para turistas, com as suas praias de fina areia branca e as suas águas de cor turquesa. Mas o destino desta região mudou por completo em 2010, quando, em frente à sua costa, foram descobertas reservas de mais de cinco mil milhões de metros cúbico de gás. atraídas pelo negócio, as maiores multinacionais de hidrocarbonetos, orientaram as suas atenções para Palma, com o beneplácito do governo de Maputo, que sonhava em converter-se no novo Qatar de África. Porém, esta ambição está cada vez mais ameaçada pelos grupos fundamentalistas muçulmanos, que desde há meses têm semeado o terror na região. Em algumas semanas, os extremistas mataram cerca de 40 civis e incendiaram centenas de habitações, obrigando milhares de pessoas a fugir. até agora, as empresas de gás instaladas em Palma não foram atacadas pelos jihadistas, mas temem converter-se num dos seus alvos. E a embaixada do Estados Unidos da américa já aconselhou os norte-americanos a abandonarem a região. O governo espera começar a receber os primeiros rendimentos da exploração de gás em 2023, e já fez saber que não vai permitir que um grupo de islamitas ameace estas expectativas. Porém, para que isso aconteça, vai ter que reforçar as medidas de segurança o que vai tornar mais caros os investimentos e reduzir os rendimentos para o Estado, alerta Joan Pereira, da Universidade de Maputo.

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