Só no Uganda, um dos locais que acolhe mais refugiados do mundo, foram usadas cerca de 300 mil toneladas de madeira como combustível num ano. a publicação visa preservar e recuperar as zonas florestais
Só no Uganda, um dos locais que acolhe mais refugiados do mundo, foram usadas cerca de 300 mil toneladas de madeira como combustível num ano. a publicação visa preservar e recuperar as zonas florestais a Organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação (FaO) e o alto Comissariado da ONU para os Refugiados (aCNUR) lançaram um manual para ajudar a recuperar as florestas em zonas onde vivem pessoas deslocadas ou refugiadas. Mais de quatro em cada cinco pessoas nesta situação usam lenha para cozinhar e aquecer-se o que origina a degradação florestal e o desmatamento das áreas onde estão instaladas. Segundo as agências da ONU, cerca de 2,4 biliões de pessoas, um quarto da população mundial, usa madeira como principal fonte de energia para cozinhar. E nas áreas onde vivem populações deslocadas, muitas vezes com escassos recursos, a dependência de lenha é ainda maior. É o caso do campo de Bidibidi, no Uganda, onde o ano passado foram consumidas 300 mil toneladas de madeira como combustível. Se este ritmo se mantiver, este recurso dura apenas mais três anos. Para minimizar a destruição da floresta e responder às necessidades das pessoas deslocadas e das comunidades que as acolhem, o manual contém uma série de conselhos práticos sobre como acelerar e apoiar a recuperação de florestas, como protegê-las e como plantar árvores para reabilitar as terras degradadas e responder às necessidades de energia.

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