O uso da força excessiva contra os opositores e a situação de crise Política e económica em que o país está mergulhado devem ser investigadas e merecer a atenção do Tribunal Penal Internacional, segundo as Nações Unidas
O uso da força excessiva contra os opositores e a situação de crise Política e económica em que o país está mergulhado devem ser investigadas e merecer a atenção do Tribunal Penal Internacional, segundo as Nações Unidas O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid al Hussein, classificou de lamentável a situação na Venezuela e pediu a criação de uma comissão de investigação internacional, para avaliar os casos de repressão contra os opositores ao regime, que incluem execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias, tortura, simulações de execuções e maus tratos com descargas elétricas. Quando uma caixa de comprimidos para a hipertensão custa mais do que o salário mínimo mensal e o leite em pó para bebés mais de dois meses de salário, e quando protestar contra uma situação destas pode levar à prisão, a injustiça é flagrante, explicou o especialista em direitos humanos da ONU, em comunicado.como as autoridades venezuelanas têm recusado sistematicamente o acesso ao país dos representantes da ONU, Hussein encarregou uma equipa de especialistas de entrevistarem à distância cerca de 150 pessoas, entre elas vítimas e suas famílias, e recolherem testemunhos de jornalistas, advogados e médicos. as conclusões, tendo em conta a magnitude e o alcance das violações, levaram o alto comissário a pedir aos Estados-membros do Conselho de Direitos Humanos a criação de uma comissão de investigação internacional. Dado que o Estado [venezuelano] não parece capaz nem disposto a processar os autores das violações graves de direitos humanos, há sólidas razões para pedir um compromisso crescente do Tribunal Penal Internacional, especificou Hussein. Entre janeiro de 2014 e abril de 2018, de acordo com os representantes da ONU, foram detidas na Venezuela mais de 12 mil pessoas, e mais de 7. 000 foram libertadas com a condição de respeitarem certas medidas que limitam as suas liberdades.