Organização de defesa dos direitos humanos acusa a polícia francesa de estar a «devolver ilegalmente» menores não acompanhados que entram no país através da fronteira com Itália
Organização de defesa dos direitos humanos acusa a polícia francesa de estar a «devolver ilegalmente» menores não acompanhados que entram no país através da fronteira com Itália a organização não governamental Oxfam denunciou esta semana que há menores a sofrer abusos, detenções e devoluções ilegais na fronteira da França com Itália, por parte das autoridades gaulesas. Segundo os responsáveis da organização, a polícia interceta de forma rotineira os menores não acompanhados e coloca-os em com comboios de volta para Itália, depois de modificar os seus papéis para que pareçam maiores ou para dar a entender que querem ser devolvidos. Ouvidos pelos técnicos da Oxfam, os menores dizem ter sofrido abusos físicos e verbais e que passaram noites em celas sem comida, água ou cobertores, e sem acesso a um tutor oficial. Num dos casos, uma menor da Eritreia assegurou ter sido obrigada a voltar a cruzar a fronteira por um caminho de terra batida com a sua bebé de 40 dias. Nos últimos meses, estima-se que pelo menos 16. 500 migrantes (um quarto deles menores) atravessaram a fronteira pela povoação italiana de Ventimiglia. a maioria foge da perseguição e da guerra em países como o Sudão, Eritreia, Síria e afeganistão, e está a tentar chegar à França, Reino Unido, Suécia ou alemanha, onde esperam reunir-se com familiares ou amigos, refere a Oxfam. O único centro de acolhimento de migrantes próximo de Ventimiglia, Campo Roja, disponibiliza alojamento básico para pouco mais de 400 pessoas, mas a falta de informação clara e a forte presença policial no acesso, desencoraja muitos dos migrantes a arriscar. Em alternativa, dormem em baixo de viadutos, em tendas ou refúgios de cartão, que são frequentemente destruídos pelas autoridades locais. as crianças, mulheres e homens que fogem da perseguição e da guerra não deviam sofrer abusos nem ser vítimas de abandono por parte das autoridades francesas e italianas, afirma a diretora de campanhas da Oxfam, Elisa Bacciotti.

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