Investigação de organização de defesa dos direitos humanos detetou dezenas de milhares de raparigas discriminadas no acesso à educação em vários países do continente africano
Investigação de organização de defesa dos direitos humanos detetou dezenas de milhares de raparigas discriminadas no acesso à educação em vários países do continente africano Os piores exemplos vivem-se na Guiné Equatorial, Serra Leoa e Tanzânia. Segundo um estudo da organização internacional Human Rights Watch (HRW), divulgado esta segunda-feira, 11 de junho, dezenas de milhares de raparigas grávidas e mães adolescentes estão impedidas ou são desencorajadas de frequentar a escola em vários países de África. No documento, destinado a assinalar o Dia da Criança africana, que se celebra a 16 de junho, a organização de defesa e promoção dos direitos humanos apela à necessidade de os governos do continente garantirem o direito à educação de todos os jovens, sem qualquer discriminação. De acordo com a HRW, citada pela agência Lusa, África tem um dos maiores índices de gravidezes na adolescência do mundo, pelo que os governos do continente devem, com urgência, aprovar legislação e políticas para garantir que as escolas permitam e apoiem as raparigas grávidas para que se mantenham nos estabelecimentos escolares. Em muitos países africanos, as raparigas grávidas e as mães adolescentes são forçadas a abandonar a escola, ficando privadas do direito à educação. apesar de se ter registado algum progresso, os países da União africana necessitam de trabalhar em conjunto para garantir que não seja negado a nenhuma rapariga o direito à educação por causa de estar grávida, sublinhou Elin Martinez, investigador dos direitos das crianças na HRW.