Vários profissionais da comunicação e ativistas de direitos humanos foram acusados de espalhar notícias falsas ou de pertencerem a grupos ilegais, o que é considerado um atentado à liberdade de expressão
Vários profissionais da comunicação e ativistas de direitos humanos foram acusados de espalhar notícias falsas ou de pertencerem a grupos ilegais, o que é considerado um atentado à liberdade de expressão a onda de detenções que se tem verificado nas últimas semanas no Egito está a deixar preocupada a agência das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que teme estar perante uma escalada na repressão aos direitos, à liberdade de expressão, associação e reunião. Segundo Ravina Shamdasani, porta-voz da agência, vários jornalistas, bloguistas e ativistas foram detidos sem terem recebido um mandado de detenção e enfrentam agora acusações que podem representar longas penas de prisão. as prisões ocorreram depois do procurador-geral ter ordenado, em fevereiro, que as autoridades ficassem atentas às redes sociais, onde circulavam, no seu entender, mentiras e notícias falsas. Na sequência desta determinação, as detenções arbitrárias tornaram-se um problema crónico no Egito, realça Shamdasani. a agência da ONU apela, por isso, à libertação imediata e incondicional de todos aqueles que estão atualmente detidos pelas autoridades egípcias devido ao exercício legítimo dos seus direitos humanos.