Produtos com indicação geográfica possuem uma série de características que colocam as questões sociais, culturais e ambientais no centro da cadeia de valor, segundo um estudo de vários especialistas em economia
Produtos com indicação geográfica possuem uma série de características que colocam as questões sociais, culturais e ambientais no centro da cadeia de valor, segundo um estudo de vários especialistas em economiaDesde o café da Colômbia até ao queijo Manchego, em Espanha, os alimentos registados com a etiqueta de indicação geográfica possuem uma série de características, qualidades de reputação específicas, que geram transações comerciais no valor de mais de 41 mil milhões de euros anuais e ajudam a promover o desenvolvimento regional. Segundo um estudo conjunto da Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FaO) e do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, as indicações geográficas são uma estratégia dos sistemas de produção e comercialização de alimentos que situam as considerações sociais, culturais e ambientais no centro da cadeia de valor. O sabor, a cor, a textura ou a qualidade destes alimentos fazem com que os consumidores estejam dispostos a pagar preços mais altos, ou seja, as indicações de origem permitem aumentar o preço entre 20 a 50 por cento, em relação a outros produtos similares, sublinham os investigadores. Para Emmanuel Hidier, economista principal do Centro de Investimentos da FaO, as vantagens de etiquetar produtos com a denominação de origem vão mais além dos benefícios económicos, pois contribuem também para sistemas alimentares mais inclusivos. Podem ser um caminho para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais, ao promoverem produtos de qualidade, fortalecerem as cadeias de valor e melhorarem o acesso a mercados mais rentáveis, realça o especialista.