Comunidades da Guatemala e México dizem deparar-se com muitos entraves quando pretendem criar plataformas de comunicação, sobretudo as rádios, que são o meio mais fácil para levar a informação às populações mais isoladas
Comunidades da Guatemala e México dizem deparar-se com muitos entraves quando pretendem criar plataformas de comunicação, sobretudo as rádios, que são o meio mais fácil para levar a informação às populações mais isoladas Os líderes das comunidades nativas da Guatemala e do México queixaram-se no Fórum Permanente das Nações Unidas para as Questões Indígenas, a decorrer em Nova Iorque, Estados Unidos da américa, que enfrentam muitas dificuldades para poder operar meios de comunicação, em especial as rádios. a situação dos meios de comunicação indígenas é uma luta das bases por quererem ter uma plataforma de comunicação que possa servir como difusão, informação e meio de organização comunitária, explicou avexnin Cojtí, do povo maia quiché, da Guatemala. Segundo o líder indígena, a legislação exige ao Estado que as populações indígenas tenham os seus próprios meios de comunicação, mas a lei não tem sido cumprida: as comunidades não têm direito a uma frequência, num país onde a população autóctone se situa entre os 40 e os 60 por cento. No México, a situação não é tão má, mas os meios de comunicação indígenas enfrentam também uma série de dificuldades, apesar das rádios comunitárias terem acesso às suas próprios concessões. São poucas as rádios comunitárias que têm as frequências. Há meios comunitários em diferentes cidades e povoações, mas os meios indígenas continuam a ser uma minoria, afirmou, por sua vez, o representante do povo mixe, Juárez Lopez.