Secretário-geral das Nações Unidas destaca a Declaração Universal dos Direitos Humanos como «um poderoso instrumento» que ajudou a transformar o mundo e pode ajudar a prevenir conflitos
Secretário-geral das Nações Unidas destaca a Declaração Universal dos Direitos Humanos como «um poderoso instrumento» que ajudou a transformar o mundo e pode ajudar a prevenir conflitos a melhor estratégia para a prevenção de conflitos é o respeito pelos direitos humanos. Ignorá-los pode conduzir aos atos de barbárie cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou esta semana o secretário-geral das Nações Unidas, na inauguração das sessões do Conselho de Direitos Humanos. Para antónio Guterres, a Declaração Universal de Direitos Humanos, que este ano cumpre 70 anos, é um poderoso instrumento que tem ajudado a transformar o mundo em que vivemos e que serve para reconhecer a igualdade e a dignidade de todos os seres humanos. Entre os avanços alcançados em matéria de garantias fundamentais, o líder da ONU assinalou as conquistas nos direitos da mulher, das crianças, das vítimas de discriminação racial e religiosa, dos povos indígenas e das pessoas com deficiência. Mas advertiu que há ainda muito a fazer em matéria de direitos humanos. Entre os pontos sensíveis ainda por limar, destacou a desigualdade de género, a corrente de xenofobia, racismo e intolerância, a negação de direitos aos migrantes e os ataques aos meios de comunicação. Outra das dificuldades prende-se com o facto de alguns países mostrarem resistências em apoiar as ações da ONU relacionadas com os direitos humanos. Devemos superar a falsa dicotomia entre direitos humanos e soberania nacional. Os direitos humanos e a soberania nacional andam de mão dada, não há contradição entre eles, concluiu antónio Guterres.