Violência contra moçambicanos com albinismo aumentou o ano passado, tendo provocado a morte a pelo menos 13 pessoas. homicídios estão relacionados com superstições
Violência contra moçambicanos com albinismo aumentou o ano passado, tendo provocado a morte a pelo menos 13 pessoas. homicídios estão relacionados com superstições a amnistia Internacional denunciou esta semana que pelo menos 30 mil albinos moçambicanos foram vítimas de discriminação e marginalização e muitos correm risco de vida. No relatório anual da organização, é referido que os casos de perseguição aumentaram em 2017, havendo conhecimento de pelo menos 13 mortos. Os homicídios foram motivados por superstição ou mitos relacionados com poderes mágicos das pessoas com albinismo. a maioria dos homicídios ocorreu nas províncias do centro e do norte, as regiões mais pobres do país, explicam os autores do documento. Dos vários casos documentados no relatório, consta o de um jovem de 17 anos, que foi morto na área de Benga, distrito de Moatize, na província de Tete, em setembro do ano passado. Os atacantes removeram-lhe o cérebro, cabelos e os ossos dos braços, e até agora não foram detidos ou julgados. apesar da indignação da população, o governo fez pouco para resolver o problema. Foi concebida uma estratégia para impedir as mortes, no entanto não foi implementada, alegadamente por falta de recursos, lamentam os ativistas de direitos humanos.