Peregrinação à Cova da Iria junta, durante um dia inteiro, familiares e amigos que não têm oportunidade para estarem juntos de forma profí­cua durante a semana. a visita a Fátima é para muitos uma ocasião para «recarregar baterias» para enfrentar a rotina
Peregrinação à Cova da Iria junta, durante um dia inteiro, familiares e amigos que não têm oportunidade para estarem juntos de forma profí­cua durante a semana. a visita a Fátima é para muitos uma ocasião para «recarregar baterias» para enfrentar a rotina O stress relacionado com o trabalho, os afazeres do dia a dia e outras preocupações inerentes à vida conseguem ser aliviadas e, algumas vezes, temporariamente esquecidas, perante a contemplação de uma paisagem, do convívio e da partilha com os outros, e de momentos de reflexão e oração. É isso que dizem sentir muitos dos participantes da 28a Peregrinação anual da Família Missionária da Consolata, que decorre este sábado, 17 de fevereiro.

Gosto de ir à Cova da Iria e sinto que saio calma e aliviada do stress do dia-a-dia derivado do trabalho, disse Dulce Moutinho, enquanto contemplava a paisagem do topo da Capela de Santo Estêvão, no Calvário Húngaro. Para a peregrina de 46 anos de Valongo, estar em Fátima é uma sensação boa, uma vez que consegue encontrar a tão desejada paz de espírito.

Marcar o fim de semana com uma visita a Fátima também preenche de forma gratificante Fernanda Santos. Fátima cativa-me e dá-me paz. Sinto-me bem e gosto disto. É uma ocasião para parar, respirar e perceber que a paz é possível. É um recarregar de baterias e um dia de convívio e reflexão para agradecer a Nossa Senhora por tudo o que me oferece. Consigo observar o sol, as plantas e sentir-me gratificada, e perante os meus colegas de trabalho, que são católicos não praticantes, tento sempre apresentar-lhes uma boa perspetiva da Igreja e também um olhar positivo para a vida, contou a costureira de 49 anos, também de Valongo.

as características de um espaço como o Calvário Húngaro deixaram admirados e surpreendidos José Ramos, de 27 anos, e Felícia Morgado, de 24, um casal de namorados de Soure, que apesar de já terem visitado Fátima por diversas vezes, desconheciam a existência dos Valinhos de Fátima. Vim por curiosidade. Nunca tinha estado nos Valinhos. Não fazia ideia que existia este espaço. Estou surpreendido, disse José. É um espaço diferente e agradável, que transmite paz e que também desconhecia, acrescentou Felícia. Os dois jovens acompanham familiares idosos de José, tornando esta jornada numa ocasião para colocar em contacto muitas famílias, de várias gerações, que, tantas vezes, a rotina do dia a dia impede que se cruzem de forma mais demorada.