Por todo o país, são várias as entidades que estão a tomar medidas para ajudar os mais desfavorecidos a enfrentar a vaga de frio: há distribuição de refeições quentes, oferta de agasalhos e a disponibilização de espaços para dormidas
Por todo o país, são várias as entidades que estão a tomar medidas para ajudar os mais desfavorecidos a enfrentar a vaga de frio: há distribuição de refeições quentes, oferta de agasalhos e a disponibilização de espaços para dormidasLargas dezenas de refeições foram servidas na capital portuguesa, num centro de acolhimento criado para as pessoas sem-abrigo se protegerem do frio, que abriu ao final do dia da última segunda-feira, 5 de fevereiro. a Câmara Municipal de Lisboa decidiu antecipar o plano de contingência porque temos temperaturas muito baixas, embora não tenhamos chegado aos três graus. No pavilhão [desportivo] que instalámos na Graça foram feitos 42 atendimentos (… ), foram servidas 82 refeições e houve 16 pessoas que quiseram tomar banho, referiu Ricardo Robles, vereador da Educação e Direitos Sociais.

Segundo o responsável, foram também entregues várias peças de vestuário e agasalhos e foram feitos quase 20 encaminhamentos para centros de acolhimentos para dormidas. Houve várias equipas de técnicos na rua a distribuir informação e a transportar para o pavilhão da Graça quem necessitou e quis ir até ao pavilhão, adiantou o vereador, citado pela agência Lusa. De acordo com Ricardo Robles, o espaço instalado no pavilhão da Graça vai estar operacional enquanto as temperaturas se mantiverem baixas. Manteremos o plano até ser necessário, assegurou.

O plano de contingência do município de Lisboa entrou em vigência às 19h00 de segunda-feira, 5 de fevereiro, com a abertura do espaço de apoio no pavilhão da Graça, e com a distribuição de refeições quentes e agasalhos por membros de equipas de rua que percorrem a cidade. Também com o objetivo de acolher estas pessoas, encontram-se abertas durante a noite as estações de metro do Rossio, Saldanha, Oriente e Intendente.
ainda com objetivo de proteger do frio as pessoas que vivem sem-abrigo, outros municípios de todo o país estão a tomar medidas. a Câmara Municipal do Porto tem também em vigência o seu plano de contingência, e encontra-se a facultar transporte para o Centro de acolhimento de Emergência, existente no antigo Hospital Joaquim Urbano desde setembro de 2017. além disso, as estações de metro do Bolhão e da Casa da Música estão abertas 24 horas, até quinta-feira, 8.

Também os responsáveis pela Santa Casa da Misericórdia do Porto tomaram a decisão de facultar dois dos seus espaços no concelho para dar abrigo às pessoas que não têm uma habitação. Em Oeiras, são oferecidos agasalhos e outros bens, e estão a ser disponibilizados espaços para que os mais pobres possam dormir.

Por sua vez, em Leiria, a Cruz Vermelha Portuguesa faculta alojamento para as pessoas que habitam em condições precárias. ainda com o objetivo de ajudar a população face às consequências da vaga de frio, a Guarda Nacional Republicana (GNR) encontra-se a reforçar por todo o país as ações de vigilância junto de 45 mil pessoas idosas que vivem sós e isoladas, dando indicações sobre a forma como se devem proteger, sem correr perigos.