Os estudantes «entram nos campos mudos e saem calados e começam a olhar para as coisas de forma diferente», demonstra a professora portuguesa
Os estudantes «entram nos campos mudos e saem calados e começam a olhar para as coisas de forma diferente», demonstra a professora portuguesaVinte e cinco estudantes do 11. º e 12. º anos, do agrupamento de Escolas de Pombal, e seis alunos do ensino secundário de Carregal do Sal, partem de comboio, dia 23 de março, rumo a auschwitz (Polónia). a viagem vai durar 12 dias, contemplando também paragens em Paris (França) e Berlim (alemanha), no âmbito da terceira edição da iniciativa “Comboio da memória”, organizada por Isabel Vicente, professora de Português do agrupamento de Escolas de Pombal.

a iniciativa é uma forma de colocar os mais novos a refletir sobre um tema que a professora considera ser pouco abordado nas escolas nacionais. ainda estamos muito longe da aprendizagem plena porque este assunto não é aprofundado. [No ensino] é abordada a II Guerra Mundial, mas a temática do holocausto não é aprofundada. É importante para os alunos estudarem o assunto porque é uma questão que não está completamente sanada e basta olhar à nossa volta, referiu a docente.

Uma vez em Paris, os adolescentes vão visitar o Memorial da Shoah, dedicado à história dos judeus durante a II Guerra Mundial (1939-1945). Em auschwitz e Birkenau, os jovens vão cumprir a “Marcha da Paz” e visitar o Bairro Judeu de Cracóvia. Em Berlim, os mais novos deverão visitar o Museu em Memória dos Judeus e as Portas de Brandenburgo.

a professora acredita que a aquisição de conhecimentos relacionados com o genocídio dos judeus pelo regime da alemanha nazi são importantes para a compreensão da humanidade. O momento mais marcante é Birkenau. Em termos de aprendizagem os alunos vêm diferentes. Eles entram nos campos mudos e saem calados e começam a olhar para as coisas de forma diferente, demontrou a professora, em declarações à agência Lusa.