a destruição das infraestruturas de acolhimento afetou mais de quatro mil famílias, segundo informações das Nações Unidas. a maior parte dos deslocados nem sequer teve tempo de retirar os seus bens
a destruição das infraestruturas de acolhimento afetou mais de quatro mil famílias, segundo informações das Nações Unidas. a maior parte dos deslocados nem sequer teve tempo de retirar os seus bensO coordenador humanitário da ONU na Somália, Peter de Clercq, manifestou-se esta semana muito preocupado com a destruição, sem aviso prévio, de vários acampamentos para deslocados internos, na região de Banadir, nos arredores de Mogadíscio, capital do país. Segundo o responsável, nos últimos dias foram destruídos pelo menos 23 acampamentos, que abrigavam mais de quatro mil famílias. a maioria dos deslocados ficou sem bens pessoais e sem meios de subsistência. as famílias atingidas estão agora a viver ao ar livre, sem o mínimo de condições, pois além da destruição de escolas, instalações sanitárias, estações de abastecimento de água e centros de saneamento, foram também destruídos os abrigos. Em toda a Somália, mais de dois milhões de pessoas estão desalojadas por causa da seca e do conflito. ao todo, o país tem 6,2 milhões de civis que precisam de assistência humanitária. as equipas humanitárias estão a trabalhar com as autoridades para garantir soluções aos somalis em dificuldade e entregar assistência.