Vestem jeans, andam de MP3 ao peito e parecem-se com os típicos jovens sul-coreanos. Mas não! Fugidos da Coreia do Norte, a vida para eles neste lado da fronteira nem sempre é um “mar de rosas”.
Vestem jeans, andam de MP3 ao peito e parecem-se com os típicos jovens sul-coreanos. Mas não! Fugidos da Coreia do Norte, a vida para eles neste lado da fronteira nem sempre é um “mar de rosas”. Milhares de refugiados do Norte “inundaram” o Sul nestes últimos anos: 2004 bateu o recorde, com 1894 pessoas. Todas passam por um processo inicial de inserção na sociedade capitalista. Processo que dura três meses, depois do qual são integradas na sociedade.
a integração não é nada fácil. Dado que a maior parte passou por situações de fome, miséria e opressão, sabem muito bem o que é viver com o mínimo indispensável. ao chegarem ao Sul, deparam com uma sociedade altamente sofisticada e tecnologicamente avançada, ou seja, passam a viver num mundo completamente estranho.
Entre os refugiados mais jovens, muitos são os que frequentam a escola para um dia mais tarde se tornarem membros activos desta sociedade. Porém, o número de crianças e jovens que abandonam ou são expulsos da escola é de quase 50 por cento.
Um resultado demasiadamente embaraçoso para o governo sul-coreano. Dado que o governo hesita em solucionar este problema, várias entidades privadas, sobretudo as Igrejas protestantes, tentam dar resposta com a abertura de escolas dedicadas especificamente a crianças e jovens norte-coreanos.
a escola de Yeomyung, inaugurada em Setembro de 2004, em Seúl, é uma delas. O seu objectivo não é somente que tirem boas notas, mas que consigam adquirir as qualidades necessárias para poderem “sobreviver” na sociedade sul-coreana. Muitos deles saíram das escolas “normais” por serem vítimas de descriminação e assédio por parte dos colegas sul-coreanos ou porque não conseguiam integrar o que aprenderam no Norte com os novos currículos. a educação no Norte centra-se na formação de fiéis seguidores do regime totalitário comunista.
Entre estes estudantes há cinco que chegaram ao Sul completamente sozinhos, sem qualquer familiar. Um deles espera vir a ser arquitecto, de modo a poder regressar ao Norte e ajudar na reconstrução do país, na eventualidade da desejada reunificação das duas Coreias.
Da Coreia do Sul

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